Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

letting you go (quarta parte)

                O tempo ia dando sinais de não querer esperar pelas juras de amor eterno, nem pelos olhares. Não se deixava cair nas falácias da magia e avançava tão leve quanto se pode ser. A manhã, certa da sua decisão, ia raiando no horizonte. E nós íamos ficando, segundo após segundo. Enquanto o corpo ia revelando sinais de cansaço e dormência. Exigindo um reescrever do tempo e do universo, para compor um “foram felizes para sempre” na história do nosso destino. 

Eu queria poder esquecer os “mas” e os “se”, esquecer as razões dos porquês. Poder reescrever a verdade, e o tempo.

Não, eu não pedia o mundo, nem o universo ou as estrelas. Cheguei a ambicioná-los mas agora não. Tudo o que eu desejava era ficar ao teu lado, e acreditar que isso seria mais que possível, que era o destino.

 Como eu queria poder perder-me no acordar suave da tua pele dia após dia; adormecer, simplesmente por adormecer sob o brilho quente do teu olhar. Queria-te a ti ao meu lado, nas longas caminhadas pela praia, descalços bem junto à água, acalentados nos beijos das nossas mãos dadas. Queria-te a ti e a mais ninguém, sentir o ciúme amargo sobre o meu olhar, e ver o teu sorriso travesso dia após dia dominar-me. Ansiava pelo teu beijo nos dias frios e sombrios, e pela tua força para os enfrentar; queria o teu olhar e paixão presente para me acariciar nos dias prósperos de sol. Queria poder ser aquela que te dá força para viver, a tua razão de existir, num amor eterno. Acima de tudo, queria o teu amor, a tua paixão traquina, implicasse isso o que implicasse, queria poder fazer-te feliz.

 

 

 

 Seria ambicionar o impossível, desejar mais que o momento do presente?

Seria mais que pecado beijar os teus lábios?

Seria crime amar-te, ter te aqui e seres meu?

Será sonho ou verdade, miragem ou premonição?

Amar-te era sentir os nossos lábios, que sabiam agora a proibido. Sentir que eles haviam roubado o doce sabor da magia, e deixaram-se misturar á fome do desejo. Simplesmente porque sim. Somente porque nós havíamo-nos perdido a noção do razoável, e das regras do mundo. Amar-te era perder a noção dos sentidos, dos “se” e “porque” e render ao que de mais verdadeiro havia, o nosso amor! Amar-te era ter tudo de ti e mesmo assim ambicionar mais. Amar-te era perfeito, tão perfeito qual lamina de uma espada, tão perfeito quanto fatal para a felicidade dos dois.

Amar-te não é vergonha, medo, nem injuria. Amar-te e sentir desejo, é querer mais que sonho, ou um momento. Amar-te não é dar a vida por ti, mas entregar a vida ao que sentimos. Amar-te é querer o teu sorriso travesso, as tuas travessuras e este nós de uma forma mais profunda a cada dia que passa. Amar-te foi deixar-me fluir no momento, deixar reinar o pecado, e só querer mais. Amar-te foi sentir o compasso acelerado do teu coração, bem de encontro ao meu, deixar reinar o sono dos dois e entregar-me a ti, simplesmente apaixonada.

               

 

E viva o amor e a lamechice!!!!!!!!!!!! Eheheh

Não sei porque carga de água, estou a ficar mais lamecha a cada segundo, estou a pensar seriamente em procurar um xarope, ou um chazito milagroso contra a lamechas que me tornei! Não, malta não se metem a inventar nem mandar por ar, não existe inspiração nem divina, nem profana, nem mítica, nem real!!! Continuo sozinha e feliz, com o coração bem dentro do meu peito sem o entregar a ninguém, para bem da minha sanidade mental! Ok? Fixe!

Tou lamecha? Tou muito, por isso aproveitem…os/ as apaixonados/as e os/as que esperam pelo príncipe do cavalo branco (bastante mais económico que o carro nos dias que correm, é que o preço da palha, para o do s combustíveis quer se dizer…um fardo de palha aos cem é muito mais barato ne?)

Bjitos lamexas malta

 

sinto-me: decidida a aproveitar o sol
Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Letting you go

 

A noite estava calma e quente, quando chegaste ao pé de mim. No céu viam-se as estrelas e a lua perfeitamente definidas. Não existiam nuvens, nem tempo limitado. Éramos só tu e eu, NÓS!
Vi-te pedir para te sentares ao meu lado; senti os teus olhos a invadir os meus, não para lhes exigir o que quer que fosse, não para nos magoar, nunca com um objectivo programado. Apenas olhar devagar, com tempo, porque o mundo pode ser conquistado por um olhar. Senti a conversa florescer, aos poucos, sem que assunto faltasse, os sorrisos, a tua voz calma e segura.
 Senti-me a gostar mais do que devia de te ter ali comigo, senti-te perto, sem que eu pudesse ter controlo, no que dizia e no que demonstrava, simplesmente fluía.  
Tínhamo-nos instalado num baloiço envelhecido, preso ao tronco de uma arvore cujo tempo já não conta a idade. Baloiço coberto de eras e pequenas flores brancas, qual balancé de conto de fadas.
Juntos, vimos ir e vir estrelas cadentes, e pedimos os nossos desejos; na terra vimos o tempo parar, só para nos contemplar. Avistamos a água do lago a roubar a luz da lua, e um barco pequeno, antigo e frágil, dormitar sobre as águas do lago. E lado a lado, admiramos o mundo encantado que até hoje não nos tinha saltado a vista, um mundo que embora estivesse sempre lá, nunca nos tinha conquistado desta forma.
Não era a primeira vez, que as tuas palavras se haviam sumido nas minhas, não era a primeira vez que te via, e nem foi aquela noite que marcou o dia em que te conheci. Esse já ia longe na história do tempo, esse dia não quis por força o tempo parar.
Vai já distante o tempo em que brincávamos lado a lado, quais crianças adultas, tão perto de um mundo encantado. Já vai longínquo, o dia em que senti pela primeira vez o teu abraço, a primeira vez que viste o meu sorriso, a primeira vez que te vi. Contudo era a primeira vez que te via em tão longo tempo. Era a primeira vez que o meu corpo não resistia ao teu abraço, e levemente deixou-se apoiar sobre ele. Ao olhar teus olhos, vi um sorriso compreensivo, não de quem tinha aquilo programado, apenas de alguém que tal como eu se tinha deixado fluir.
Então, levemente deixei-me engolir no teu abraço, e aos poucos fui sentindo meus olhos se fechando, e qual criança embalada adormeci sobre o calor das nossas mãos dadas.

 

ALO!

pois é malta aqui está o inicio da tao esprada história... esta é a primeira parte da mesma, e espero poder contar com a vossa opinão !

até a proxima parte..

 

guigas...

sinto-me: inspirada
música: Craig David - Unbelievable
Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

coração tentado

Meu coração, tem teu nome decorado,
Minha mente, teu sorriso gravado.


O sabor dos teus olhos, é tudo o que reclamo,
Um sonho sincero, com o calor dum toque que quero
.

 

 

 

Sozinha, sentada num vão de escada, parei por segundos o tempo, só para poder olhar para o céu e ver a forte cor de fogo a invadir a paz e calma do azul.


Parei por segundos para poder ver o que todos os dias não vejo.


Parei para poder sentir os teus olhos invadirem os meus desmedidamente, sem que eu queira ou possa controlar.


Parei para que o mundo não saiba, para que fique sendo o nosso segredo proibido.


Calei o tempo porque não consigo calar o meu coração, porque não quero ver o amanha.

 

Simplesmente calei-o sem qualquer remorso porque nós merecemos mais do que um “talvez”, mais do que um “se”.


E ao calar o tempo o mundo parou, só para dar lugar a um sonho secreto só de ambos, do qual mais ninguém é dono … do qual mais ninguém tem a chave. Qual mundo á paralelo ou jardim mágico, simplesmente nosso! Um sonho mágico vivido entre cada troca de olhares, palavras ou mesmo sorrisos. Um sonho mágico que não era para ser assim, e por isso calei o tempo e não o quero voltar a sentir. Prendi-o e não vou voltar a soltar.


E embora aos olhos do tempo tudo o que existe não passe de proibido, qual maça por Eva colhida, aos olhos do sonho tudo o que existem são dois alguém cruzados num qualquer vão de escada, num qualquer dia do tempo.


Sozinha, sentada num vão de escada sinto, o tempo suspenso, o mundo parado, o destino por traçar. Sinto-me capaz de enfrentar a vida e perdurar eternamente na memória de quem sonhou com tal perfeição censurada.


Sozinha, sentada neste vão de escada, sinto-te aqui, a tua respiração, o nosso leve, trémulo, algo temente toque de dedos e uns fortes trocas de olhares, que se reflectem no vermelho que vai invadindo o céu.


Sozinha, sentada neste vão de escada tenho-te aqui, até ao seguinte tic tac do relógio.
 

 

 

Ora bem...BEM VINDOS A 2009...

Aqui temos mais um pérola da escrita em português (ou não lol)  sem adaptações nem traduções.

O que hoje escrevi é dedicado a uma grande amiga minha, a minha Joana ... miúda este é só para ti, não te vai mostrar o caminho, mas lembra-te do que não deves esquecer... boa sorte eu vou estar sempre aqui .

Quanto ao resto das abéculas, malta...prometo que não vos dou dar descanço, novo ano mas os mesmos hábitos  ESCRITA !

BOM ANO malta!

 

 

sinto-me: inspirada ...
música: Leavin' - Jesse McCartney

mE

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